11/05/2004 16:39

Antes fosse “mé”


Li o artigo tão falado publicado domingo no The New York Times sobre o suposto alcoolismo do “efelentíssimo” presidente Lula. Era de fato cômico.

Se tiver tempo durante a semana, postarei alguns trechos traduzidos, porque definitivamente vale a pena lê-los.


De qualquer modo, há várias interpretações erradas no artigo. Eles associam todas as pataquadas cometidas por Lula no exterior, como, por exemplo, chamar o presidente da General Motors de presidente da Mercedes-Benz, ou de imitar sotaque árabe falando português no Oriente Médio, ou ainda de seus muitos impropérios nos discursos improvisados, com o uso excessivo de álcool. Os lindinhos do Tio Sam não sabem que o homem é assim mesmo, não precisa de aditivo. E de mais a mais, eles deveriam saber que este planeta está cheio de presidente – bêbado ou não – dizendo toda sorte de idiotices.... (quem lê entenda).

O que me espantou foi a reação popular. O pessoal ficou mordido com o comentário dos gringos e quer processo, revanche e sei lá mais eu o quê. Não vejo motivo. Eles que pensem e digam o que quiserem. Até porque, eu particularmente ficaria até feliz se fosse verdade. Daria ao menos um bom motivo para todas as distorções entre discurso e prática que tenho visto. Despertaria em mim um senso humano de “ah, coitado, não levem em conta... é bebum, mesmo”.

Triste é saber que tudo o que ele tem feito é lúcido, por assim dizer. Antes fosse só um probleminha de “mé”, como já dizia o Mussum. Pra isso, já vi clínica de reabilitação. Pra cara-de-pau e traição é que ainda não tem tratamento.
enviada por giuliete






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