23/06/2004 11:10

O Retorno


Ok. Atendendo a pedidos... Eis que estou de volta!! É verdade que eu também estava louca de saudades, mas fiquei HIPER sem tempo este mês inteiro e também andava meio down... mas como dizem, achei a luz no fim do túnel e estou de volta, com a língua ainda pior... acreditem.

Comentário rápido e mordaz: Alguém pode explicar o que foi aquele ARRAIÁ no PLANALTO????? Sem comentários! Aposto que a pipoca era importada, o milho verde era temperado com curry, e o vinho quente era um porto – chiquérrimo!! Fiquei imaginando todos os ban-ban-ban de Brasília tendo de pintar dente de preto e vestir roupa xadrez – devem ter amado se lembrar que são brasileiros.....e que aqui não é a Suíça!

E essa última? O Brizola morreu e virou santo. Todo mundo que falou mal do homem a vida inteira – principalmente no Rio de Janeiro e no rio Grande do Sul, agora canonizaram o cara e já cheguei a escutar que o Brasil perdeu o último marco da democracia!! O céus!! Se o Brizola era o último marco da democracia, então já atingimos o fundo do poço e não há mais nada a fazer. Até o Lula – com quem o Brizola já não falava mais há tempos – pediu um minuto de silêncio em homenagem “a esse grande homem”.

Não entra na minha cabeça esse comportamento. Se realmente toda a oposição estava errada, o Brizola era mesmo uma pessoa incrível e a mídia malvada derrubou sua reputação, juntamente com uma conspiração maléfica de diversos setores da sociedade, então, ao menos, ao tecerem os elogios incongruentes, tivessem a decência de formalizar um pedido de desculpas póstumas. Pra não dar essa impressão de que sou eu que bebo e tenho amnésia.

Esse tipo de situação sempre me lembra de uma crônica do Luiz Fernando Veríssimo, em que um homem acorda e, desesperado percebe que não consegue se mover e nem abrir os olhos. Então ele nota um cheiro estranho de velas e flores. Consegue também ouvir vozes de pessoas ao seu redor. Entra em pânico porque fica na dúvida se está morto ou não. Então ele resolve prestar atenção no que dizem e ouve frases como: “é, descansou”; “uma pena, tão jovem ainda”; “excelente marido”; “homem trabalhador, nunca deixou os amigos na mão”. Daí em diante, o homem relaxa, já não está em pânico. Ele pode até estar num velório, mas, com certeza, não é o dele.
enviada por giuliete






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