08/07/2004 17:07

Plano de cremação em vida


Eu não sou o Pasquale Cipro Neto, e nem tenho a pretensão de ser. Mas hoje, lendo a coluna dele, apercebi-me de que realmente precisamos ter mais cuidado com o que dizemos e escrevemos por aí.

Ele – o Pasquale – cita em sua coluna na Folha, exemplos de péssimo emprego de preposições e de ordenação errada de palavras numa frase. Seguem aqui os dois anúncios comentados por ele:

“Adquira um plano de cremação em vida e evite dúvidas sobre sua vontade. Ligue para...”.
“Estudo de cientista português com DNA de jumentos de 52 países indica origens...”.

Creio que não há necessidade de explicar que pelas frases acima podemos entender que há planos em que uma pessoa pode deixar clara a sua vontade de ser queimada viva e que existe um cientista – de nacionalidade portuguesa – que tem em seu corpo o DNA de jumentos de 52 países... pode?

Enquanto lia, lembrei-me de duas propagandas de programas no Discovery Channel. Uma delas, da “Guerra do Ferro-Velho” tem um narrador dizendo: “estes homens... armados até os dentes de ferramentas”. A outra propaganda, que tenta vender DVDs de programas do Discovery Channel, mostra uma moça em pé, divulgando o “Dino Planet”, programas sobre a vida dos dinossauros na terra. Ela diz: “Você irá se apaixonar por esses animais gigantes e seus filhos mais ainda”.

É curioso... dou aulas de inglês e não é difícil achar quem queira aprender esse idioma, seja por curiosidade, ou por precisar no trabalho, ou... sei, lá, porque faz parte de uma boa formação, oras. Mas será que não é hora de pensarmos um pouquinho em tirar a trave do olho antes de nos preocuparmos com o cisco??????? (será que a palavra cisco está correta??).
enviada por giuliete






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